domingo, 1 de março de 2026

UM ETERNO CONDENADO

 

Imagens elaboradas com auxílio de Inteligência Artificial 


UM ETERNO CONDENADO
José Neres


Não jogo a culpa no tempo passado
Como se essa herança fosse maldita
Sou fruto de meu povo escravizado
Pela história que geme, chora, grita…

Na terra meu sangue foi derramado
No peito, forte coração se agita
Vendo que tudo sempre esteve errado
No presente que meu nome cita

Como sendo um eterno condenado
A uma luta vã, triste, louca e aflita 
Para provar que jamais fui culpado

Por fria acusação que me limita
À categoria de pobre coitado 
Cuja presença a muitos irrita.

2 comentários:

  1. Infelizmente a violência da escravidão não foi só física, foi também psicológica. E como herança maldita, muitos dos seus descendentes receberam essa culpa de ser quem são. Excelente sonetos! Parabéns!

    ResponderExcluir

NÃO ACREDITO

 Novos artigos de segunda #72 Imagem elaborada com auxílio de Inteligência Artificial  VI, LI, OUVI… MAS NÃO CONSIGO ACREDITAR José Neres  E...