terça-feira, 9 de junho de 2026

AMIZADE

 
Imagem elaborada com auxílio de Inteligência Artificial 


AMIZADE
José Neres 

O cachorro sentia o odor do dono
Que para casa jamais voltaria
E ali enfrentava fome, frio e sono
Nas frestas do relento se escondia.

Sofria as mil dores de um abandono
Involuntário que tanto lhe doía 
Fosse inverno, primavera ou outono
Só de saudade o peito lhe tinia.

A fria lousa tornou-se seu trono
Perto daquela cruz ele latia
Convertendo lágrimas em carbono.

Eu vejo tudo isso e me impressiono…
Com aquela canina sinfonia
A clamar pelo falecido dono.

5 comentários:

  1. Parabéns, caríssimo José Neres! Muito emocionante! Parabéns pela sensibilidade em traduzir a dor de um fiel amigo, o mais amigo fiel do homem!👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼 L. Angel.

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    1. Obrigado pelo comentário e pelo incentivo, professor. Temos muito a aprender com essas criaturinhas tão sensíveis.

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  2. Quanta sensibilidade e estética literária, Neres!!!
    A Metáfora, inclusive, em "converter lágrimas em carbono" redimensiona a dor e afetos caninos.
    Parabéns!!!!

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  3. Lindo e emocionante poema. Parabéns!!!

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