AMIZADE
José Neres
O cachorro sentia o odor do dono
Que para casa jamais voltaria
E ali enfrentava fome, frio e sono
Nas frestas do relento se escondia.
O cachorro sentia o odor do dono
Que para casa jamais voltaria
E ali enfrentava fome, frio e sono
Nas frestas do relento se escondia.
Sofria as mil dores de um abandono
Involuntário que tanto lhe doía
Fosse inverno, primavera ou outono
Só de saudade o peito lhe tinia.
A fria lousa tornou-se seu trono
Perto daquela cruz ele latia
Convertendo lágrimas em carbono.
Eu vejo tudo isso e me impressiono…
Com aquela canina sinfonia
A clamar pelo falecido dono.

Parabéns, caríssimo José Neres! Muito emocionante! Parabéns pela sensibilidade em traduzir a dor de um fiel amigo, o mais amigo fiel do homem!👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼 L. Angel.
ResponderExcluirObrigado pelo comentário e pelo incentivo, professor. Temos muito a aprender com essas criaturinhas tão sensíveis.
ExcluirQuanta sensibilidade e estética literária, Neres!!!
ResponderExcluirA Metáfora, inclusive, em "converter lágrimas em carbono" redimensiona a dor e afetos caninos.
Parabéns!!!!
Muito obrigado. Que bom que gostou do poemas.
ExcluirLindo e emocionante poema. Parabéns!!!
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