domingo, 21 de dezembro de 2025

UMA VIDA FEITA DE PROJETOS

 Novos Artigos de Segunda #61

💻UMA VIDA FEITA DE PROJETOS ⌚

José Neres

 


Temos tempo para quase nada. Parece que as horas correm e, quando chegamos ao final do dia, ficamos com a sensação de quase nada foi feito. Mas é só impressão mesmo. Se pararmos para refletir, perceberemos que muitas ações foram realizadas, que contribuímos para que a grande engrenagem do mundo continue em seu curso diário.

Além de escrever o texto semanal  (nossa, já chegamos a 61ª semana! Contando também com as 51 do site Região Tocantina, são 112 semanas praticamente ininterruptas de textos postados), de ministrar minhas aulas, de elaborar e corrigir provas, de ler (uma das minhas grandes paixões), de fazer minhas caminhadas e de participar de intermináveis reuniões, ainda encontro tempo para viver alguns momentos especiais.

Como a vida é feita de projetos, comento brevemente a seguir alguns desses projetos dos quais tomei conhecimento e que, de alguma forma, passaram a fazer parte de minha vida.

 

UM PROJETO CULTURAL

A convite da professora Kelma Marília, participei da culminância de um projeto pedagógico-cultural realizado pela Escola Militar 02 de julho, em São José de Ribamar.

Tive a honra de ser homenageado – juntamente com os escritores Antônio Miranda (em memória), Roberto Paixão, Raimunda Frazão e Andrea Silva – pela turma do sexto ano da Escola. Foi muito bom ver de perto o desenvolvimento de garotos e garotas que dedicaram parte de seu tempo a pesquisar sobre a vida e a obra de escritores nascidos ou residentes em São José de Ribamar.

Foi um momento de festa e de alegria. Os alunos apresentaram seus trabalhos, fizeram perguntas, interagiram com o público presente, vivenciaram o orgulho que emanava do olhar de seus pais, colegas, professores e amigos. E, sem dúvida, conseguiram ótimas notas.

Gostei bastante do clima da escola e da acolhida tanto dos alunos quanto do corpo diretivo. Recepção de primeira. Meus parabéns!!!

 

UM PROJETO DE DOUTORADO

Em outro momento, participei, virtualmente, da defesa de projeto de doutoramento do amigo, colega e ex-aluno Mauro Cezar Borges Vieira, que, diante de sua orientadora (professora Márcia Manir Miguel Feitora) e da banca formada pelos professores doutores Silvana Maria Pantoja dos Santos e José Ribamar Ferreira Junior, defendeu o projeto intitulado “A construção da identidade literária maranhense na escrita de si de Humberto de Campos, Josué Montello e Ferreira Gullar”.

Desde os tempos da antiga Faculdade Santa Fé, instituição na qual fez seu curso de graduação em Letras, Mauro Cezar já demonstrava grande pendor para a pesquisa. Foi um aluno atento e dedicado e, sempre vestido com o manto da curiosidade acadêmica e com a capa do interesse pelos estudos relativos à linguagem, vem conseguindo alcançar seus objetivos e tem tudo para se tornar um dos grandes nomes de nossos estudos literários, além de ser também um ficcionista de talento.

Vez ou outra vejo estudantes da pós-graduação implorando para que apenas a banca examinadora assista à defesa de seus trabalhos. Acredito que todas as defesas nas universidades públicas deveriam ser abertas à comunidade, pois são resultantes de investimentos públicos, e não é justo que os financiadores indiretos – os pagadores de impostos – não tenham acesso a um conhecimento que deve ser universalizado e compartilhado com as pessoas que tenham interesse pelo assunto. Afinal, qual é mesmo a utilidade de uma pesquisa que, depois de defendida, ficará disponível apenas em um repositório institucional e na gaveta de seu autor?

Dada a gentileza de Mauro em compartilhar o link da apresentação, fiz questão de assistir ao evento e aplaudir o brevemente futuro doutor Mauro Cezar Borges Vieira e de parabenizá-lo pelo seu desempenho e por sua sensatez diante da excelente e cordata banca examinadora.

Print da tela da sala virtual - Fonte: Arquivo do Autor


O RESULTADO DE UM PROJETO

Ainda com relação à necessidade de que os resultados dos investimentos públicos em educação, inovação, cultura e ciências sejam divulgados para a comunidade, recebi com muito agrado o e-book intitulado “Maranhão em versos: uma análise da produção literária poética modernista publicada no Suplemento Cultural do Jornal Diário de S. Luiz no período de 1948 a 1949”, produzido pela professora doutora Natércia Moraes Garrido e sua ex-bolsista de iniciação científica Sabrina Karine dos Santos Pereira.

Com um olhar analítico bastante apurado, as autoras fazem o resgate da produção poética publicada no importante Suplemento Cultural supracitado. Ao ler o resultado da pesquisa, o leitor entra em contato com poemas de Almeida Galhardo, Reginaldo Telles, Sá Vale Filho, Nascimento Morais Filho, Ferreira Gullar, Dagmar Desterro, Tobia Pinheiro Filho, Myrlia de Alencar, Nelson Borges e Lago Burnett, tudo com breves referências biográficas, contextualização histórica e análise dos poemas.

Trata-se de um trabalho importante para pesquisadores e para a comunidade acadêmica, pois coloca novas luzes em um período literário que não é tão estudado e serve como diretriz para novas investigações sobre o assunto.

Bom seria se os resultados todos os projetos de iniciação científica chegassem à população como um todo e não ficassem sepultados nos ladrilhos de uma sala fechada para poucos aquinhoados que tiveram a sorte de presenciarem o Seminário Final da pesquisa.

2 comentários:

  1. Trouxe-nos um artigo inspirador. Suas atividades profissionais são plenas no seu ramo tão bem escolhido.
    Concordo que a apresentação das defesas acadêmicas poderiam ser melhor divulgadas e públicas.
    Que alegria saber dos trabalhos da querida Natércia.

    ResponderExcluir

MEUS ESTIMADOS ALUNOS

 Novos artigos de segunda #63 Fonte da imagem: arquivo do autor    MEUS ESTIMADOS ALUNOS José Neres  Foi exatamente no dia 1⁰ de abril de 19...