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| Fonte da imagem: arquivo do autor |
LEITOR E LEITURAS
José Neres
I
Ontem - 07.01 - foi comemorado o Dia do Leitor. Como leio todos os dias, ignorei solenemente a data. Dia do leitor, para mim, é todo dia, sem final de semana ou feriado.
II
Por falar em leitor, todas as vezes que posto em minha redes sociais uma indicação de leitura, o número de acesso cai. As pessoas não costumam compartilhar postagens sobre livros e leituras, principalmente de autores de sua região. Acredito que muitos dos meus seguidores não gostam de livros. Será?
III
Ontem fiz a leitura do livro "Escritos sobre a nova arte de ensinar de Wolfgang Ratke (1571-1635): textos escolhidos", com apresentação, tradução e notas de meu querido sempre-professor Sandino Hoff. Não tenho ex-professores. Todos continuam me oferecendo boas lições, seja pelos textos que leio com frequência, seja pelos ensinamentos que faziam parte de meu dia a dia. Ah! O livro é extraordinário!
IV
Depois de quase meio século de leituras, finalmente decidi ler o livro e assistir ao filme "E o vento Levou" (Gone with the wind), de Margareth Mitchell. Como sempre faço, primeiro lerei o livro (já comecei) e depois verei o filme.
V
Para mim, leitura é uma forma de vencer preconceitos. Acho, então, estranho quando encontro alguém que diz: "Não leio Fulano", "Tenho ódio de poesia", "Tema tal eu não leio", "Só leio livro sobre assunto X"... Tudo bem, cada um com seus gostos, mas acho esquisito alguém usar a leitura como fonte de preconceito.
VI
Sempre vivi cercado de livros. Geralmente leio mais de um livro ao mesmo tempo. Prefiro livro físico a digital. Gosto de livros antigos. Muitas pessoas me perguntam quantos livro já li. Não tenho a menor ideia. Quando vou ler uma obra, não estou interessado em saber a etnia do ator, seu gênero, sexualidade, classe social ou posicionamento político. Quero saber é se o texto é bom. (A repetição da palavra livro é proposital).
VII
Nas escolas, tenho visto alunos com celular, tablet, tabuleiro de dama/xadrez, baralho, uno, dados, dominó, estilete, canivete... Mas está cada vez mais raro encontrar aluno com os olhos brilhando diante de um livro aberto. A tendência é piorar...

Este ano me oloquei a disposição da biblioteca da escola, esrou com um projeto de clube de leitura que eu quero muito concretizar. A maioria dos alunos quando tem tempo extra procuram bola para ir jogar na quadra. Assumi o desafio de ganhar leitores tomara que eu cconsiga. Joizacawpy
ResponderExcluirNa torcida para seu projeto dar certo. Tenho certeza de que será algo maravilhoso
ExcluirParabéns pelo texto, Caro! Acredito que ler um livro é, antes de tudo, um ato de liberdade. Como dizia a frase clássica, 'quem lê vive mil vidas antes de morrer'. A leitura nos permite enxergar o mundo através de lentes que nunca teríamos acesso sozinhos, desenvolvendo a empatia e a compreensão da diversidade humana. Um conteúdo muito necessário para os dias de hoje!
ResponderExcluirParabéns!
Mau amigo Augusto, ler é um ato de rebeldia e de liberdade.
ExcluirO incentivo à leitura é sempre bem vindo. Temos tantas distrações que é necessário uma rotina para manter a leitura em dia.
ResponderExcluirCom relação aos celulares e outros dispositivos, muitos podem estar simplesmente lendo um livro digital, talvez um clássico fascinante.
Em qualquer suporte a leitura é sempre algo bom. Abraços!
ExcluirTexto relevante para o momento em que a cada dia a tecnologia se renova e de certa forma afasta o leitor do livro físico. Gosto de ler no kindle por conta da vista. Sou como o amigo , prefiro o livro impresso, com suas páginas a passar vagarosamente após cada leitura. Mas continuemos no ofício e prazer de falar de livro e leitura. Um abraço! Joseane Souza
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