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UM ETERNO CONDENADO
José Neres
Não jogo a culpa no tempo passado
Como se essa herança fosse maldita
Sou fruto de meu povo escravizado
Pela história que geme, chora, grita…
Na terra meu sangue foi derramado
No peito, forte coração se agita
Vendo que tudo sempre esteve errado
No presente que meu nome cita
Como sendo um eterno condenado
A uma luta vã, triste, louca e aflita
Para provar que jamais fui culpado
Por fria acusação que me limita
À categoria de pobre coitado
Cuja presença a muitos irrita.

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