É sempre bom lembrar que estamos aqui apenas de passagem e que talvez nem rastros de nossa existência deixaremos para a posteridade.
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| Fonte da imagem: Arquivo do autor |
BRISA CONTRA ROCHEDOS
José Neres
O tempo é duro. Jamais nos perdoa.
Escorre pelos vãos de nossos dedos
Parece lento, mas sempre ele voa,
Corre, salta e mergulha em nossos medos
O tempo é duro. Jamais nos perdoa.
Escorre pelos vãos de nossos dedos
Parece lento, mas sempre ele voa,
Corre, salta e mergulha em nossos medos
E sendo triste a vida ou muito boa
Para ele somos apenas brinquedos
Ou rajada de vento que ressoa
Ou, talvez, uns meros frutos azedos
Na vã crença de ser uma pessoa…
Ele é guardião de nossos segredos
E maestro do ritmo que se entoa…
De nossa vida conhece os enredos
Nada do que acontece vem à toa
Somos brisa a lutar contra rochedos
São Luís, 15 de julho de 2026.

Apenas uma leve brisa a nossa existência dentro deste rochedo que é o tempo. Aceitemos, pois, esta risa e nos deixemos acariciar por ela.
ResponderExcluirImportante aproveitar essa brisa, caro amigo! Obrigado pelo comentário!
ResponderExcluir"Tempo, tempo, tempo, tempo, entro num acordo contigo..." Caetano Veloso
ResponderExcluirPerfeito. Somos brisa nesse tempo agitado em que vivemos.
ResponderExcluirO tempo nos arrasta em direção a um grande vácuo. Aproveitemos a brisa! Obrigada pela reflexão, meu caro poeta!
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