Soneto inspirado em diversas notícias que se repetem e que nem sempre são veiculadas em nossa imprensa com o devido cuidado.
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| Imagem elaborada com auxílio de Inteligência Artificial |
CORTEJO
José Neres
Parecia uma terra de ninguém
Onde todos botavam qualquer mão
Onde todos podiam ir além
Onde jamais se agia como irmão.
Onde todos botavam qualquer mão
Onde todos podiam ir além
Onde jamais se agia como irmão.
Muita beleza e muita dor também
Moravam no templo de sedução
E, sempre em troca de algum vintém,
Todas as roupas paravam no chão.
Porém, um dia conheceu alguém
Com quem dividiria a solidão…
Então desse outro ser vira refém.
Ao descobrir que Amor não é Prisão,
Deseja ser livre e não se contém…
Partiu - triste cortejo - em um caixão…

Um enterro das ilusões amorosas ou até da própria identidade do sujeito, incapaz de conciliar liberdade e afeto.
ResponderExcluirAdriana de Jesus Silva
Verdade. Infelizmente isso tem acontecido cada vez mais
ExcluirO seu texto me recorda que o amor pode estar num cortejo fúnebre de uma pessoa amada que se foi pelo desgaste do corpo físico; o corpo de uma senhora de 90 anos, mas também de um corpo jovem que acreditava ter um amor verdadeiro e que se revelou ser um desastre. Parabéns, professor Neres. Excelente soneto.
ResponderExcluirRaylson Silva
É verdade! Nossos corpos são marcados por nossas histórias e por nossas escolhas, Embora essas marcas sejam invisíveis. Obrigado pelo comentário!
ExcluirNeres sempre perfeito!
ResponderExcluirObrigado pela gentileza!
ResponderExcluirO melhor professor de Literatura que eu já tive! Parabéns, professor Neres.
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