quarta-feira, 15 de abril de 2026

O CORTEJO

 Soneto inspirado em diversas notícias que se repetem e que nem sempre são veiculadas em nossa imprensa com o devido cuidado.

Imagem elaborada com auxílio de Inteligência Artificial 


CORTEJO

José Neres 

ISNI:0000000530697862


Parecia uma terra de ninguém 
Onde todos botavam qualquer mão 
Onde todos podiam ir além 
Onde jamais se agia como irmão.

Muita beleza e muita dor também 
Moravam no templo de sedução 
E, sempre em troca de algum vintém,
Todas as roupas paravam no chão.

Porém, um dia conheceu alguém 
Com quem dividiria a solidão…
Então desse outro ser vira refém.

Ao descobrir que Amor não é Prisão,
Deseja ser livre e não se contém…
Partiu - triste cortejo - em um caixão…



7 comentários:

  1. Um enterro das ilusões amorosas ou até da própria identidade do sujeito, incapaz de conciliar liberdade e afeto.

    Adriana de Jesus Silva

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  2. O seu texto me recorda que o amor pode estar num cortejo fúnebre de uma pessoa amada que se foi pelo desgaste do corpo físico; o corpo de uma senhora de 90 anos, mas também de um corpo jovem que acreditava ter um amor verdadeiro e que se revelou ser um desastre. Parabéns, professor Neres. Excelente soneto.

    Raylson Silva

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    Respostas
    1. É verdade! Nossos corpos são marcados por nossas histórias e por nossas escolhas, Embora essas marcas sejam invisíveis. Obrigado pelo comentário!

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  3. Neres sempre perfeito!

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  4. Obrigado pela gentileza!

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  5. O melhor professor de Literatura que eu já tive! Parabéns, professor Neres.

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