sábado, 15 de agosto de 2026

DEPOIS

 ISNI: 0000000530697862

Imagem elaborada com auxílio de Inteligência de 



DEPOIS
(José Neres)

Depois da morte, que resta de nós?
Um silêncio, um vazio, um clima tenso?
Talvez um eco oco de nossa voz 
Ou marca de lágrima em algum lenço?

Só sei que o tempo é vento veloz
A apagar da vida o soprar intenso
A transformar o medo mais atroz
Em fumaça de perfumado incenso.

Então, se nada sabemos do Após,
Para que viver em falta de senso?
Para que essa fala em casca de noz?

Pois nós, na soma deste mundo imenso,
Somos poeiras, refugos e pós 
Sem tanto valor no Eterno Censo…

11 comentários:

  1. Um poema profundo que inquieta nossas reflexões.

    ResponderExcluir
  2. Um poema profundo que inquieta nossas reflexões

    ResponderExcluir
  3. Excelentes poemas, meu caro Neres.

    A morte permanece como essa grande incógnita — um mistério insondável sobre o qual as religiões constroem sua autoridade, pretendendo ter a palavra final sobre o 'depois'.

    ResponderExcluir
  4. Poema que nos move e nos faz refletir como procurar viver melhor, diante de tanta efemeridade.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Esse reflexão sobre nossa finitude é sempre importante para nós.

      Excluir
  5. Belíssimo soneto excelso poeta José Neres.

    ResponderExcluir
  6. a morte sempre será uma incógnita.😢

    ResponderExcluir

DEPOIS

  ISNI: 0000000530697862 Imagem elaborada com auxílio de Inteligência de  DEPOIS … (José Neres) Depois da morte, que resta de nós? Um silênc...