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DEPOIS…
(José Neres)
Depois da morte, que resta de nós?
Um silêncio, um vazio, um clima tenso?
Talvez um eco oco de nossa voz
Ou marca de lágrima em algum lenço?
Só sei que o tempo é vento veloz
A apagar da vida o soprar intenso
A transformar o medo mais atroz
Em fumaça de perfumado incenso.
Então, se nada sabemos do Após,
Para que viver em falta de senso?
Para que essa fala em casca de noz?
Pois nós, na soma deste mundo imenso,
Somos poeiras, refugos e pós
Sem tanto valor no Eterno Censo…

Belo poema.
ResponderExcluirObrigado, amigo Rogério!
ExcluirUm poema profundo que inquieta nossas reflexões.
ResponderExcluirUm poema profundo que inquieta nossas reflexões
ResponderExcluirObrigado pela leitura, amiga Joizacawpy. Abraços!
ExcluirExcelentes poemas, meu caro Neres.
ResponderExcluirA morte permanece como essa grande incógnita — um mistério insondável sobre o qual as religiões constroem sua autoridade, pretendendo ter a palavra final sobre o 'depois'.
Poema que nos move e nos faz refletir como procurar viver melhor, diante de tanta efemeridade.
ResponderExcluirEsse reflexão sobre nossa finitude é sempre importante para nós.
ExcluirBelíssimo soneto excelso poeta José Neres.
ResponderExcluirObrigado, Moreira. Abraços!
ResponderExcluira morte sempre será uma incógnita.😢
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