domingo, 15 de março de 2026

ÚLTIMO SONETO

 E chegamos ao último soneto publicado aqui. 

Nossos agradecimentos a todas as pessoas que reservaram um pouquinho de seu tempo para ler nossos singelos textos.


SOBREVIVÊNCIA 

José Neres 


Aprendi a perder brincando com fogo
Também bastante aprendi dentro d’água
O ar sempre sussurra: “a vida é um jogo”
E na terra sepulto toda mágoa.

Uso os elementos como desafogo,
Quando alta pressão sobre mim deságua.
E, para não parecer demagogo,
Divido-me entre terra, ar, fogo e água.

Sofrer é igual, seja aqui ou em Togo.
Caso sinta imensa dor, naufrague-a
Ou faça dela uma potente logo.

Um ser de valor é forjado em frágua.
Toda santa hora, mergulho no fogo 
Cavo terrenos no ar, respiro na água.

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